Como Surgiu o Professor Remunerado


Por  Marcio Gil de Almeida

             Existem aqueles que acreditam na teoria de que foram os sofistas, os primeiros professores remunerados da história. Mas, se você ainda não foi informado, quero proclamar a verdadeira estória. Aquela que ninguém conta. Aquela que só eu posso e vou contar. Leia com atenção esta grande revelação.
           
Conta-se que em um país muito distante, muito diferente e que se primava pelo melhor. Começou alí a tradição do professor remunerado. Este país era chamado de “O Reino Secreto das Corujas”. Este Reino passou grandes crises e grandes problemas. A última crise quase destruiu o país das maravilhas. Isto só não aconteceu porque a Sapiência, o Grande Ser da Realeza, conseguir dar a solução para a crise e evitar o caos no Reino. Este afirmou que deveria ser feito um concurso para sugestões a fim de que se resolvesse a grande crise.

A notícia do concurso causou um alvoroço e muitos apareceram com variadas soluções. Depois de doze meses de análises, concluíram que a proposta vencedora fora da coruja chamada Didáskalos. A solução dada foi o Corujamento Interativo Educacional. Por essa atitude, Didáskalos, recebeu um titulo de nobreza e de sabedoria. Ela recebeu o titulo de Mestre. Então, o Mestre escolheu a sua recompensa com grande entusiasmo: GRATIDÃO E SALÁRIO DIGNO.
           
Esta é a verdadeira estória do Mestre remunerado. Foi daí que os homens imitaram e que não queriam confessar a verdade.

Nesta estória tem uma lição que as corujas deixaram para todos nós: Um país sem SAPIÊNCIA não há TÍTULO e nem REMUNERAÇÃO DIGNA.

O Galo e a Pérola

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Um Galo comilão andava pela quinta à procura de comer. De repente, viu uma coisa a brilhar no chão.

- Olá! Isto é para mim – pensou ele enquanto desenterrava o que encontrara.

Mas o que era aquilo? Nada mais, nada menos, do que uma pérola que alguém perdera. Desdenhoso, o Galo murmurou:

- Podes ser um tesouro para as pessoas que te apreciam. Mas, no que me diz respeito, trocava de bom grado uma espiga de milho por um punhado de pérolas iguais a ti.

Moral da história:

Nem todos apreciam do mesmo modo as coisas valiosas.

Autoria: Fedro Fonte: AA

O CÃO E O SEU REFLEXO NO RIO


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Era uma vez um cão que encontrou um osso. Abocanhou-o e correu para casa para o saborear com calma. Pelo caminho, teve que passar por cima de uma tábua que unia as duas margens de um riacho.

Nisto, olhou para baixo e viu o seu reflexo na água. Pensando que era outro cão com um osso, resolveu roubar-lho. Para o assustar, abriu a boca e arreganhou-lhe os dentes. Ao fazê-lo, o osso caiu na água e foi arrastado pela corrente.

Moral da história:

Contenta-te com o que tens e não cobices o que pertence aos outros.


O LOBINHO SABICHÃO - Lá Fontaine.



Um lobo e uma raposa tinham nascido ao mesmo tempo e crescido juntos na floresta. Lá, na cova onde vieram ao mundo, também estudaram juntos as primeiras lições de vida.

Crescidinhos, os dois estudantes quiseram conhecer o mundo.

Caladinhos, às escondidas, sem que os pais nada percebessem, fugiram da toca, correram uma grande distância, afundaram-se na floresta e depois começaram a perambular de mata em mata.

No meio de um campo onde tinham chegado, e que lhes pareceu infinitamente extenso, estava um belo cavalo alto e gordo pastando sossegadamente, sem dar a mínima importância aos dois viajantes.

Estes, quando o viram, pararam estupefatos, sem saber o que fazer. Estavam a ponto de fugir desabaladamente, pois o medo era terrível.

-- Quem será? perguntou, afinal, a raposa, um tanto senhora de si.

O lobinho, que se julgava um sábio, também não sabia. Como não queria confessar sua ignorância, começou a falar entre-dentes, enquanto coçava uma orelha.

- Eu sei, sei muito bem. O seu nome está na ponta da minha língua! É que, no momento, não sou capaz de lembrar-me...

- Pois bem, propôs a raposa, o melhor é irmos perguntar-lhe, em vez de ficarmos aqui parados, enquanto a memória está falhando.

Encaminhando-se para perto do cavalo, fez-lhe uma graciosa reverência e perguntou ao desconhecido:

- Ilustrícimo senhor, estes vossos humildes servidores desejam saber qual o vosso nome?

O interpelado, a quem aqueles intrusos estavam aborrecendo, respondeu atravessadamente:

- Meu nome está escrito nas minhas ferraduras. Se quiserem sabê-lo, leiam! E ergueu uma pata traseira.

A raposa, muito finória, desculpou-se, dizendo que era ainda muito criança e não sabia ler bem; enquanto que o lobinho, querendo aproveitar a oportunidade para exibir-se vaidosamente diante daquele soberbo animal, foi depressa ler o nome na ferradura.


O cavalo deu-lhe, então, um valente coice, atirando-o longe.

- Ai... ai... ai... gritou o bichinho, cheio de dores, mas ainda capaz de correr e fugir.

A raposa, correndo a seu lado, perguntou-lhe zombateira:

- Esta lição você ainda não tinha estudado?


MORAL DA HISTÓRIA - A soberba pode nos levar a situações perigosas. Portanto, nunca devemos fingir conhecer o que, de fato, desconhecemos apenas para satisfazer nosso orgulho.

Nicéas Romeo Zanchett


As Fábulas de La Fontaine